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Os planos que a gente faz e os imprevistos que o destino traz…

Primeiro aviso: este não é um artigo técnico. É um artigo com reflexões.

Segundo aviso: são reflexões sobre o meu momento atual de vida.

Dados os avisos, queria explicar por que eu resolvi escrever um artigo com reflexões sobre este momento da minha vida. Porque 2018 começou com muitos sonhos e planos que foram abruptamente atropelados por um acidente que eu sofri no final de janeiro (mas não, eu não fui atropelada. Meus sonhos e planos sim). E me deu vontade de dividir isso, de falar sobre e de ouvir também… Mas vamos por partes…

O início do segundo semestre de 2017 foi marcado por inquietações, por sonhos que eu nem sabia que eu tinha (ou que eu tinha o “direito” de ter), tanto em relação à minha vida pessoal quanto à profissional. Em um desses momentos inquietos fui perguntar ao Google (quem nunca?) como fazer um planejamento que me ajudasse a alcançar os meus sonhos de vida. Essa busca me levou a um workshop online gratuito sobre planejamento anual que tinha acontecido ao vivo há 2 dias mas que era tudo o que eu estava procurando! Resumo da história: eu assisti à gravação deste workshop e depois ainda me inscrevi para participar de mais três cursos online oferecidos pela mesma empresa, a Le Bear Design (um destes cursos ainda está em andamento desde outubro do ano passado).

Com esses cursos eu tenho aprendido que é possível fazer diferente, que é possível sonhar e se realizar em todas as esferas da vida. E foi a partir desse aprendizado que no final de 2017 veio a difícil mas necessária decisão de desfazer a sociedade que eu tinha há 9 anos, a Consulttare.

Decisão tomada, vieram os procedimentos para encerrar um ciclo e iniciar outro. Vieram também a dúvida e o medo de errar misturados com a expectativa e a alegria de planejar algo meu, do meu jeito. E assim 2018 começou e o dia primeiro de janeiro de 2018 foi oficialmente o primeiro dia da Angela Hara Consultoria para Restaurantes. Com muita coisa para executar, para ajustar, para documentar, para aprender, mas tudo bem, eu estava animada e confiante!

E às 8h do dia 19 de janeiro de 2018, uma sexta-feira, quando eu estava no ponto esperando o ônibus que me levaria para um evento de empreendedorismo de 3 dias que eu acreditava que seria um divisor de águas para mim, fui assaltada. E na tentativa de fugir do assalto eu quis sair correndo e o ladrão me deu um empurrão por trás. As consequências foram 2 dentes e um fêmur quebrados e um dente perdido. Sem querer entrar em maiores detalhes: eu fui socorrida, minha bolsa foi recuperada e o ladrão está preso aguardando julgamento.

Lembro-me que nos meus primeiros dias de internação no hospital a pergunta que não queria calar era: “por que eu estou aqui deitada nessa cama de hospital ao invés de estar no evento aprendendo coisas que vão mudar a minha vida?”. Foram 14 dias de internação. Sem dor. Sem lamentações. Sem ódio. Eu só não entendia porquê. Mas mesmo sem entender eu aceitei. Aceitei o carinho e a atenção de cada pessoa que cruzou o meu caminho desde a hora do acidente (e foram muitas!). Aceitei a impotência, a imobilidade. Aceitei o vazio e a impessoalidade do quarto do hospital. Aceitei a rotina regrada dos horários de banho, das refeições, dos medicamentos (só não aceitei a comida algumas vezes, rs). E aceitei o fato de que eu não preciso e nem devo abandonar os meus planos mas sim, que é preciso revê-los e readaptá-los à uma nova realidade.

Como vocês devem imaginar durante esse período internada eu tive tempo de sobra para pensar. E pensei muito na minha empresa, nesse momento de mudança. Confesso que em um primeiro momento bateu um pânico pois minha agenda estava cheia de compromissos, de consultorias que eu faço pessoalmete nos clientes. Mas à medida que eu ia pensando no que fazer eu lembrava das consultoras que trabalham comigo, no quanto elas são comprometidas e responsáveis e em como eu havia deixado os processos da minha empresa estruturados (até por conta dessa transição entre empresas). E ter essa consciência me tranquilizou.

Depois desse acidente eu acrescentei mais algumas metas à minha lista: a de me recuperar totalmente para poder voltar a correr e a praticar montanhismo (duas paixões)! Enquanto isso sigo com um trabalho mais estratégico de acompanhamento da minha equipe e dos clientes. Quero continuar contribuindo com o sucesso dos meus clientes através da minha nova empresa.

Moral (desta) história? 1) Um planejamento é uma trilha e não um trilho! Pare, reflita, reveja, realinhe. Sempre. 2) Estruture a sua empresa para que você fique tranquilo ao se ausentar seja para férias ou por conta de imprevistos.

Abraço!

 

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